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Dia Mundial da Saúde: Isaltino Nascimento aborda conquistas e desafios do SUS

Celebrado em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde motivou pronunciamento do deputado Isaltino Nascimento (PSB) na Reunião Plenária desta quinta (8). Ele aproveitou a data para registrar as conquistas históricas do Sistema Único de Saúde (SUS), além de comentar os desafios atuais frente aos cortes de investimentos e à grave crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. “A criação do SUS e a inclusão do direito à saúde na Constituição de 1988 são resultados de uma grande mobilização pública. Antes disso, apenas os trabalhadores com carteira assinada tinham direito a atendimento nas unidades de saúde”, lembrou o parlamentar, ressaltando alguns programas que se tornaram referências mundiais, como a Central de Transplantes, o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e o Plano Nacional de Imunização. Nascimento ainda falou sobre as diretrizes e princípios do SUS estabelecidos pela Carta Magna, entre eles, os de universalidade, integralidade, regionalização e participação social. “No Brasil, 85% da população não conta com planos de saúde, número que deve aumentar em razão da crise de desemprego que enfrentamos. Se não fosse o SUS, este momento grave da vida nacional seria ainda mais catastrófico”, avaliou, parabenizando todos os profissionais de saúde do País. Nesse sentido, o socialista lamentou a redução dos investimentos em saúde pública por parte do Governo Federal e criticou a decisão da Câmara dos Deputados de autorizar a compra de vacinas contra a Covid-19 pelo setor privado. “É um absurdo que os ricos possam ser vacinados em detrimento dos trabalhadores. Espero que as instituições competentes questionem a constitucionalidade dessa medida”, disse. Isaltino Nascimento também criticou a condução da campanha de imunização pelo Ministério da Saúde. “Somos vergonha mundial nesse assunto, com apenas 2% dos brasileiros vacinados com as duas doses. Enquanto isso, a Anvisa fica criando obstáculos para que os governadores do Nordeste importem a vacina Sputinik, da Rússia.” Em apartes, parlamentares repercutiram o assunto. “Eu me associo a todos os que lutam pelo aprimoramento e pela manutenção do orçamento do SUS”, comentou Teresa Leitão (PT). “A capacidade do presidente da República de obstaculizar o enfrentamento à Covid-19 nos surpreende a cada dia. Depois de receitar medicamentos ineficazes e fazer campanha contra máscaras e isolamento, agora ele atrapalha os governadores na compra das vacinas”, registrou Waldemar Borges (PSB). A posição foi endossada, ainda, por José Queiroz (PDT), Laura Gomes (PSB) e João Paulo (PCdoB). Tony Gel (MDB), por sua vez, criticou a declaração do advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, em defesa da liberação de cultos presenciais em meio à pandemia. Mendonça afirmou que “os verdadeiros cristãos estão dispostos a morrer para garantir a liberdade de culto”. No entanto, Pastor Cleiton Collins (PP) argumentou, em resposta, que a interpretação da fala vem sendo “distorcida pelos meios de comunicação”.
08/04/2021 (00:00)
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