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Estoque de remédios e ritmo de vacinação geram críticas da Oposição

A atuação do Estado e da Prefeitura do Recife (PCR) na pandemia de Covid-19 foi alvo de críticas dos deputados Clarissa Tércio (PSC) e Alberto Feitosa (PSC), durante a Reunião Plenária desta quinta (8). Integrantes da bancada de Oposição na Alepe, eles sugeriram que seja acelerada a imunização em Pernambuco e questionaram o gerenciamento do estoque de medicamentos para intubação na Capital, alegando escassez nas unidades de saúde. Vice-líder do Governo, o deputado Tony Gel (MDB) rebateu as informações: “Logística federal é sofrível”. De acordo com Clarissa Tércio, o Estado teria aplicado apenas 51% das vacinas disponíveis, ocupando a 16ª colocação no ranking nacional. “Falta gestão e comprometimento do Governo de Pernambuco, que se preocupa somente em criticar o Governo Federal”, afirmou a parlamentar, citando dados do Ministério da Saúde relativos à última terça (6). Por outro lado, elogiou o trabalho do presidente Jair Bolsonaro na aquisição e produção de imunizantes. “Ele não tem poupado esforços pela vacinação, com 43 milhões de doses já destinadas aos Estados, sendo 1,8 milhão para Pernambuco”, destacou. A cobrança foi endossada por Feitosa. “O que é esse desempenho senão falta de gerenciamento? Era para estarmos vacinando 24 horas por dia, sete dias por semana, até faltar doses, e o Governo Federal mandar mais”, argumentou o deputado. “Não quero entrar na discussão política sobre quem trouxe ou não as vacinas para o Brasil, pois precisamos de ainda mais. Se as prefeituras são responsáveis, vamos cobrar delas para não deixar os imunizantes em estoque.” Em resposta, Tony Gel lembrou que cabe aos municípios a etapa de aplicação das vacinas. “Se uma ou outra prefeitura enfrenta problemas nessa logística, podemos até nos reunir para dar apoio. Houve casos, por exemplo, de doses perdidas por questões de armazenamento”, exemplificou. “Agora, o Governo Federal poderia ter feito os contratos mais cedo. Desconfiou de alguns laboratórios para depois ter que correr atrás desses mesmos fabricantes. Isso tem prejudicado o Brasil.” Fiscalização Os oposicionistas também relataram a falta de Propofol, medicamento utilizado para sedação de pacientes, nas UTIs sob a responsabilidade da Prefeitura do Recife. Segundo informação pulgada pela deputada Priscila Krause (DEM) em suas redes sociais, a PCR contabilizava 471 mil ampolas desse remédio no início do ano, conforme o relatório de transição entre as gestões de Geraldo Julio e João Campos, com validade apenas até o próximo dia 30 de abril. Clarissa Tércio repercutiu a visita da colega ao almoxarifado da Secretaria de Saúde da Capital, onde a democrata teria sido proibida de entrar, no último dia 6, para verificar a disponibilidade do medicamento nos estoques. “Quero me solidarizar com ela por esse episódio constrangedor. Impedir o exercício de fiscalização de um representante do povo é inadmissível. Precisamos assegurar nossa prerrogativa de ter acesso a órgãos públicos”, cobrou a parlamentar do PSC. Como encaminhamento, Clarissa disse ter protocolado um projeto de lei a fim de regulamentar e garantir a entrada de deputados estaduais em qualquer órgão público para realizar ações do tipo. “Nós já temos esse direito, mas precisamos da regulamentação, já que não está sendo respeitado”, frisou. Ela registrou situações semelhantes enfrentadas pelos vereadores do Recife Tadeu Calheiros (Podemos) e Alcides Cardoso (DEM), assim como pelo vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Mário Jorge Lobo. Alberto Feitosa opinou que a Alepe deveria aprovar uma moção de apoio a Priscila Krause por conta do episódio. “Ela não fez nenhuma bravata, não empurrou ninguém querendo entrar lá. Mas foi colocada numa cadeira plástica do lado de fora do almoxarifado e esperou por mais de uma hora”, relatou. “A prerrogativa de fiscalização dos legisladores é muito clara. Fala-se muito em democracia, mas quem está atentando contra ela numa situação como essa?”, questionou.
08/04/2021 (00:00)
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